Fim da escala 6x1: o que está sendo votado e quando pode mudar
A Câmara prevê votação do fim da escala 6x1 em maio de 2026. Entenda as propostas em discussão, o que muda para o trabalhador CLT e o prazo de implementação.

O fim da escala 6x1 avança no Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta, confirmou na terça-feira (7) que a votação da admissibilidade das propostas ocorre na próxima semana na CCJ, com previsão de aprovação no plenário ainda em maio de 2026.
Como está a tramitação
O debate será conduzido exclusivamente por Propostas de Emenda à Constituição (PECs) — não por projeto de lei, como o governo chegou a cogitar. A decisão reflete o entendimento de que alterar a jornada de trabalho exige o rito mais rigoroso das emendas constitucionais.
A CCJ analisa dois textos principais:
A PEC da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) propõe redução da jornada para 36 horas semanais, com a nova regra entrando em vigor 360 dias após a publicação.
A PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também prevê 36 horas semanais, mas com uma transição gradual de 10 anos.
Após o aval da CCJ, será criada uma Comissão Especial para deliberar sobre o mérito. A votação no plenário está prevista para logo depois de maio.

O que muda para o trabalhador CLT
As propostas em discussão garantem dois dias de descanso semanais , preferencialmente sábado e domingo , e proíbem redução salarial como compensação pela jornada menor.
Atualmente, a Constituição permite jornada de até 44 horas semanais e apenas um dia de descanso. Dos 44,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, 66% já trabalham na escala 5x2, segundo o Ministério do Trabalho. A mudança beneficiaria principalmente os 34% restantes, concentrados em setores como comércio, serviços, asseio e conservação.
A posição do governo
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defende o fim da escala 6x1 como prioridade da agenda trabalhista de 2026 e afirma que a economia brasileira tem condições de absorver os impactos. O governo desistiu de enviar projeto de lei com urgência após acordo com a Câmara para conduzir o debate pelas PECs.
O que dizem os críticos
Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), alertam que a redução da jornada aumentaria o custo do emprego formal, pressionaria micro e pequenas empresas e poderia elevar a informalidade. O debate sobre impacto econômico deve ocupar os trabalhos da Comissão Especial nas próximas semanas.
Acompanhe as atualizações — a votação na CCJ está prevista para a semana de 13 de abril de 2026.

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