Trocar dívida do cartão por empréstimo CLT: vale a pena?

Os juros do rotativo passam de 400% ao ano. Veja quanto você economiza trocando a dívida do cartão pelo consignado CLT.

Publicado por Time da VIPPublicado em 26/10/2026Atualizado em 26/10/2026
Trocar dívida do cartão por empréstimo CLT: vale a pena?

Na maioria dos casos, vale a pena. Os juros do rotativo do cartão ficaram em cerca de 15% ao mês em agosto de 2026, segundo o Banco Central, o que passa de 440% ao ano. O empréstimo consignado CLT cobra em média cerca de 3,6% ao mês, com a parcela descontada direto no salário. Trocar uma dívida pela outra pode cortar o custo pela metade ou mais, desde que você não volte a usar o rotativo.

Veja abaixo a conta com uma dívida de R$ 3.000, o passo a passo para fazer a troca e os cuidados antes de contratar.

Quanto a dívida do cartão custa

O rotativo entra quando você paga só parte da fatura. Com juros na casa dos 15% ao mês, uma dívida de R$ 3.000 passa de R$ 3.455 em um mês e chega a R$ 6.000 em cerca de cinco meses.

Desde 2024, a lei limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura a 100% do valor original da dívida. Ou seja, R$ 3.000 não podem virar mais de R$ 6.000. O teto protege contra a bola de neve sem fim, mas pagar o dobro do que se gastou continua sendo caro demais. O rotativo também só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte: depois disso, o banco precisa oferecer um parcelamento, que costuma ter juros menores, mas ainda altos.

No vídeo abaixo, a VIP explica se quem está com o nome negativado consegue o consignado CLT

▶ Vídeo: Negativado pode pegar empréstimo consignado CLT?

Cartão x consignado CLT: a conta com R$ 3.000

Comparação de uma dívida de R$ 3.000: no rotativo do cartão vira R$ 6.000 em 5 meses, no consignado CLT a 3,6% ao mês são 12 parcelas de R$ 312,28 e total de R$ 3.747, com garantia do FGTS a 1,99% ao mês são 12 parcelas de R$ 283,50 e total de R$ 3.402

Com um empréstimo CLT de R$ 3.000 a 3,6% ao mês em 12 parcelas, você paga R$ 312,28 por mês e R$ 3.747 no total. A dívida acaba em um ano e custa R$ 747 de juros, contra até R$ 3.000 no rotativo.

Quem oferece parte do FGTS como garantia consegue condições ainda melhores. Desde junho de 2026, o Crédito do Trabalhador permite usar até 10% do saldo do FGTS como garantia, e essas operações têm juros limitados a 1,99% ao mês. No mesmo exemplo, a parcela cai para R$ 283,50 e o total para R$ 3.402. Entenda as regras em Crédito do Trabalhador com garantias.

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Como trocar a dívida em 4 passos

Como trocar a dívida do cartão em 4 passos: pegue o valor total da dívida, simule o consignado CLT só nesse valor, quite o cartão no mesmo dia e não volte ao rotativo

Primeiro, peça no app do cartão o valor para quitação à vista. Ele costuma ser menor que a soma das parcelas, porque tira os juros futuros. Depois, simule o consignado só nesse valor e confira se a parcela cabe na sua margem de 35% do salário líquido. Veja quanto está livre na calculadora de margem consignável CLT.

Quando o dinheiro cair, quite o cartão no mesmo dia e guarde o comprovante. Por último, e mais importante: não volte ao rotativo. Baixe o limite do cartão, pague sempre a fatura inteira e use o débito nas compras do dia a dia. Se voltar a usar o rotativo, você fica com duas dívidas no lugar de uma.

Quando não vale a pena

A troca só compensa se a parcela do consignado couber no orçamento sem apertar as contas básicas. Como o desconto sai direto do salário, você recebe menos todo mês até o fim do contrato. Pesamos os prós e contras em consignado: quando ajuda e quando aperta o orçamento.

Também não vale pegar mais do que a dívida. O dinheiro extra vira um novo gasto, e a parcela fica maior sem necessidade. E compare o Custo Efetivo Total (CET) de cada proposta, não só a taxa: é ele que mostra o custo real com tarifas e seguro. Em 2026, o consignado CLT tem um teto de custo, como explicamos em limite de juros do consignado CLT.

Nome negativado por causa do cartão não impede o consignado, porque a garantia é o salário. Veja em nome sujo pode fazer empréstimo CLT?.

Empréstimo para CLT

Resumo

O rotativo do cartão cobra cerca de 15% ao mês e pode dobrar a dívida em cinco meses. O consignado CLT cobra em média 3,6% ao mês, e com garantia do FGTS os juros ficam em até 1,99%. Trocar uma dívida pela outra costuma valer a pena se a parcela couber no orçamento e você não voltar a usar o rotativo.

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Perguntas frequentes

Vale a pena pegar empréstimo para pagar o cartão?

Se for o consignado CLT, geralmente sim: os juros são cerca de 4 vezes menores que os do rotativo. O que não vale é trocar por um empréstimo pessoal com juros parecidos com os do cartão.

Quanto são os juros do rotativo do cartão?

Cerca de 15% ao mês, ou mais de 440% ao ano, pela média do Banco Central de agosto de 2026.

A dívida do cartão pode passar do dobro?

Não. Desde 2024, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem passar de 100% do valor original.

Quem está negativado consegue o consignado CLT?

Na maioria dos casos, sim. A garantia do consignado é o salário, então o nome sujo não impede a aprovação por si só.

Posso usar o FGTS para conseguir juros menores?

Pode. Oferecendo até 10% do saldo do FGTS como garantia, o consignado CLT tem juros limitados a 1,99% ao mês.

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