Haddad diz que Brasil agiu “de forma impecável” durante tarifaço dos EUA e afirma que decisão da Suprema Corte favorece países afetados
Haddad disse que o Brasil atuou corretamente durante o tarifaço e que a decisão da Suprema Corte dos EUA favorece países sancionados, enquanto tarifas de aço e alumínio seguem valendo.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, que o Brasil agiu “de forma impecável” durante o período em que esteve em vigor o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos importados, conhecido como “tarifaço”. Segundo ele, a decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegal a medida tem efeito favorável para os países que foram sancionados.
Haddad está na Índia acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse ter comentado o tema após tomar conhecimento do posicionamento da Justiça americana.
O que Haddad disse
O ministro afirmou que o Brasil se comportou “diplomaticamente da maneira mais correta”, apostando no diálogo e na contestação “pelos canais competentes”, citando tanto a Organização Mundial do Comércio quanto o Judiciário americano.
Ele também afirmou que o Brasil estabeleceu uma conversa direta com os Estados Unidos para tratar de temas relevantes e, por isso, a condução brasileira na relação bilateral foi “impecável”. Em seguida, disse que o efeito imediato da decisão é favorável aos países sancionados.
Após a declaração pública, Haddad voltou ao tema em uma publicação nas redes sociais com a mesma linha de defesa sobre a atuação brasileira e a busca por vias institucionais.

Entenda o tarifaço citado por Haddad
O tarifaço foi anunciado em abril de 2025 pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte das chamadas tarifas recíprocas. A medida incluiu uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros e, em julho, um novo aumento de 40%, elevando a tarifa total para 50%. A taxação entrou em vigor em 6 de agosto de 2025.
A medida teve exceções para o adicional de 40%, deixando de fora itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes, além de produtos do setor energético.
A reportagem também registra que, em novembro, após negociações diretas com Lula, os Estados Unidos retiraram a tarifa de 40% de novos itens, incluindo café, carnes e frutas.
O que não foi afetado pela decisão
Apesar da decisão da Suprema Corte sobre o tarifaço, as tarifas específicas sobre aço e alumínio continuam em vigor. Elas foram adotadas com base na Seção 232 da lei de comércio dos EUA e não foram alcançadas pela decisão judicial, segundo o texto.
Repercussão para crédito e mercado
No curto prazo, decisões que reduzem incerteza comercial tendem a mexer com expectativa de receita e margem de exportadores e com o risco percebido em cadeias expostas ao mercado americano. Isso costuma se refletir em leitura de risco de crédito e condições de rolagem para empresas diretamente afetadas pelo tarifaço e seus fornecedores.
Também pode haver reflexos indiretos via câmbio e juros, à medida que o mercado recalibra cenários de inflação e atividade, elementos que influenciam custo de funding e apetite por risco.


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